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Ciclo de Vida das Rãs

Entenda as principais etapas do desenvolvimento das rãs, desde a reprodução, os ovos e os girinos até a metamorfose, o imago e a fase adulta.

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Introdução

Como começa o ciclo de vida?

O ciclo de vida das rãs, como na maioria dos anfíbios, inicia-se na água; esses animais mantêm uma relação estreita com o ambiente aquático durante boa parte de sua vida.

Para se reproduzirem, as rãs precisam atingir a maturidade sexual e estar em ambiente com condições propícias. A reprodução dá origem aos ovos que, posteriormente, passam pelas fases embrionária e larval.

A partir daí ocorre uma das transformações mais características dos anfíbios: a metamorfose.

Girinos da Ranashaw
Girinos — imagem presente no material original da página.
Visão geral

O ciclo de vida em uma sequência

Uma visão rápida ajuda a compreender a passagem da fase aquática para a fase terrestre.

🥚
OvosApós a fecundação
🧬
EmbriãoDesenvolvimento inicial
🐟
GirinoFase aquática
🔄
MetamorfoseTransformação
🐸
ImagoRecém-metamorfoseado
🌿
Rã jovemVida terrestre
❤️
AdultoReprodução
Etapa 1

Reprodução das rãs

01Cortejo e reprodução

A reprodução marca o início de um novo ciclo.

Quando as rãs atingem a maturidade sexual, inicia-se o cortejo nupcial, isto é, o macho delimita o seu território e canta para atrair a fêmea.

Durante a reprodução da rã-touro, o acasalamento ocorre com o casal semi-submerso, algumas vezes apoiando-se no fundo ou na vegetação, mantendo as narinas e os olhos na superfície.

O macho abraça a fêmea pelas costas, fixando-se na região axilar e comprimindo-a.

Etapa 2

Ovos e desenvolvimento embrionário

Após a fecundação, o ovo inicia seu desenvolvimento de embrião para larva que apresenta botão caudal, corações cardíacos e brânquias externas (início). Gradativamente, começa a crescer e a se modificar; as brânquias passam a funcionar dentro do corpo, permanecendo a abertura do sifão lateral, por onde ocorre o fluxo da água, que entra pela boca e passa pelas brânquias, possibilitando a respiração.

Nesta oportunidade, uma larva modifica a forma do corpo e ganha a denominação de girino. O girino passa então por um processo fisiológico contínuo, denominado metamorfose, que consiste na modificação da morfologia e fisiologia das rãs, para possibilitar sua sobrevivência no ambiente terrestre.

Etapa 3

Os estádios G0 a G5 do girino

O material original divide o desenvolvimento em estádios que acompanham o crescimento e a metamorfose.

G0

Primeiros dias de vida

Primeiros dias de vida, até 1 grama. Alimenta-se de microorganismos (bactérias, fungos, algas) flutuantes (planctônicos) ou aderidos na vegetação e outros substratos (perifiton).

G1

Fase de crescimento

Nos ranários passam a receber gradativamente ração em pó. G1 é a fase de crescimento onde ainda não se iniciou a metamorfose.

Neste estádio, em algumas espécies de rãs, já ocorre o desenvolvimento do pulmão, o que possibilita ao girino respirar quando vem à superfície.

G2

Início da metamorfose

Inicia-se a metamorfose: os membros se desenvolvem e já podem ser observados como dois pequenos apêndices na parte posterior do corpo.

G3

Desenvolvimento das patas

As patas posteriores agora já se exteriorizam quase totalmente, mas ainda não estão completamente formadas. Inicia-se a pré-metamorfose.

G4

Aproximação do clímax

Os girinos aproximam-se do clímax da metamorfose. As quatro patas estão totalmente prontas, as posteriores já têm a forma das pernas do adulto.

G5

Clímax da metamorfose

É o clímax da metamorfose. Nesta fase, as patas anteriores exteriorizam-se. A cauda, ainda grande, afila-se e vai sendo absorvida, gradativamente, fornecendo energia para o animal que, enquanto isto, não se alimenta.

Transformação

O clímax da metamorfose

As principais modificações que ocorrem durante o clímax da metamorfose estão relacionadas com a respiração, a circulação, a digestão, os órgãos dos sentidos (olfato, visão) e com os membros.

Pró-metamorfoseDesenvolvimento progressivo antes das transformações mais intensas.
Pré-metamorfoseDesenvolvimento dos membros e preparação para a transformação.
ClímaxExteriorização das patas anteriores e absorção da cauda.
Anfíbios
Anfíbios — imagem já presente no material original do site.
Etapa 4

O imago: a jovem rã recém-metamorfoseada

O imago deixa o ambiente aquático para viver no terrestre, trata-se de rãzinha recém-metamorfoseada, que apresenta a forma do corpo totalmente semelhante à do adulto, porém imatura sexualmente.

As modificações são intensas. Enquanto na fase aquática a respiração era branquial e o coração semelhante ao dos peixes, com duas cavidades, na fase terrestre o coração terá três cavidades.

Na fase terrestre, a respiração, além de pulmonar e cutânea, dá-se na região gular (papo), onde ocorre a hematose, graças à grande vascularização nesta região e aos movimentos oscilatórios quando a rã infla e esvazia o papo periodicamente.

Mudança fisiológica

Da alimentação aquática à terrestre

🌊 Fase aquática

O alimento que o girino consome, no ambiente aquático, geralmente é constituído de algas, bactérias, fungos e outros microrganismos, que são encontrados nos substratos e no meio aquático.

🌿 Fase terrestre

Na fase terrestre, alimentam-se de insetos, crustáceos, anelídeos, moluscos e pequenos vertebrados.

Resumo para estudo

Principais diferenças entre as fases

CaracterísticaGirinoRã terrestre
AmbienteAquáticoTerrestre
RespiraçãoBranquialPulmonar e cutânea, além da região gular
LocomoçãoAssociada à caudaAssociada aos membros
AlimentaçãoAlgas, bactérias, fungos e microrganismosInsetos, crustáceos, anelídeos, moluscos e pequenos vertebrados
DesenvolvimentoPassa pelos estádios G0 a G5Forma semelhante à do adulto
Do conhecimento à prática

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Texto-base: Samuel Lopes Lima; Onofre Maurício de Moura; Eduardo Mendes Ramos.