Ciclo de Vida das Rãs
Entenda as principais etapas do desenvolvimento das rãs, desde a reprodução, os ovos e os girinos até a metamorfose, o imago e a fase adulta.
Como começa o ciclo de vida?
O ciclo de vida das rãs, como na maioria dos anfíbios, inicia-se na água; esses animais mantêm uma relação estreita com o ambiente aquático durante boa parte de sua vida.
Para se reproduzirem, as rãs precisam atingir a maturidade sexual e estar em ambiente com condições propícias. A reprodução dá origem aos ovos que, posteriormente, passam pelas fases embrionária e larval.
A partir daí ocorre uma das transformações mais características dos anfíbios: a metamorfose.
O ciclo de vida em uma sequência
Uma visão rápida ajuda a compreender a passagem da fase aquática para a fase terrestre.
Reprodução das rãs
A reprodução marca o início de um novo ciclo.
Quando as rãs atingem a maturidade sexual, inicia-se o cortejo nupcial, isto é, o macho delimita o seu território e canta para atrair a fêmea.
Durante a reprodução da rã-touro, o acasalamento ocorre com o casal semi-submerso, algumas vezes apoiando-se no fundo ou na vegetação, mantendo as narinas e os olhos na superfície.
O macho abraça a fêmea pelas costas, fixando-se na região axilar e comprimindo-a.
Ovos e desenvolvimento embrionário
Após a fecundação, o ovo inicia seu desenvolvimento de embrião para larva que apresenta botão caudal, corações cardíacos e brânquias externas (início). Gradativamente, começa a crescer e a se modificar; as brânquias passam a funcionar dentro do corpo, permanecendo a abertura do sifão lateral, por onde ocorre o fluxo da água, que entra pela boca e passa pelas brânquias, possibilitando a respiração.
Nesta oportunidade, uma larva modifica a forma do corpo e ganha a denominação de girino. O girino passa então por um processo fisiológico contínuo, denominado metamorfose, que consiste na modificação da morfologia e fisiologia das rãs, para possibilitar sua sobrevivência no ambiente terrestre.
Os estádios G0 a G5 do girino
O material original divide o desenvolvimento em estádios que acompanham o crescimento e a metamorfose.
Primeiros dias de vida
Primeiros dias de vida, até 1 grama. Alimenta-se de microorganismos (bactérias, fungos, algas) flutuantes (planctônicos) ou aderidos na vegetação e outros substratos (perifiton).
Fase de crescimento
Nos ranários passam a receber gradativamente ração em pó. G1 é a fase de crescimento onde ainda não se iniciou a metamorfose.
Neste estádio, em algumas espécies de rãs, já ocorre o desenvolvimento do pulmão, o que possibilita ao girino respirar quando vem à superfície.
Início da metamorfose
Inicia-se a metamorfose: os membros se desenvolvem e já podem ser observados como dois pequenos apêndices na parte posterior do corpo.
Desenvolvimento das patas
As patas posteriores agora já se exteriorizam quase totalmente, mas ainda não estão completamente formadas. Inicia-se a pré-metamorfose.
Aproximação do clímax
Os girinos aproximam-se do clímax da metamorfose. As quatro patas estão totalmente prontas, as posteriores já têm a forma das pernas do adulto.
Clímax da metamorfose
É o clímax da metamorfose. Nesta fase, as patas anteriores exteriorizam-se. A cauda, ainda grande, afila-se e vai sendo absorvida, gradativamente, fornecendo energia para o animal que, enquanto isto, não se alimenta.
O imago: a jovem rã recém-metamorfoseada
O imago deixa o ambiente aquático para viver no terrestre, trata-se de rãzinha recém-metamorfoseada, que apresenta a forma do corpo totalmente semelhante à do adulto, porém imatura sexualmente.
As modificações são intensas. Enquanto na fase aquática a respiração era branquial e o coração semelhante ao dos peixes, com duas cavidades, na fase terrestre o coração terá três cavidades.
Na fase terrestre, a respiração, além de pulmonar e cutânea, dá-se na região gular (papo), onde ocorre a hematose, graças à grande vascularização nesta região e aos movimentos oscilatórios quando a rã infla e esvazia o papo periodicamente.
Da alimentação aquática à terrestre
🌊 Fase aquática
O alimento que o girino consome, no ambiente aquático, geralmente é constituído de algas, bactérias, fungos e outros microrganismos, que são encontrados nos substratos e no meio aquático.
🌿 Fase terrestre
Na fase terrestre, alimentam-se de insetos, crustáceos, anelídeos, moluscos e pequenos vertebrados.
Principais diferenças entre as fases
| Característica | Girino | Rã terrestre |
|---|---|---|
| Ambiente | Aquático | Terrestre |
| Respiração | Branquial | Pulmonar e cutânea, além da região gular |
| Locomoção | Associada à cauda | Associada aos membros |
| Alimentação | Algas, bactérias, fungos e microrganismos | Insetos, crustáceos, anelídeos, moluscos e pequenos vertebrados |
| Desenvolvimento | Passa pelos estádios G0 a G5 | Forma semelhante à do adulto |
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Voltar para a Ranashaw →Texto-base: Samuel Lopes Lima; Onofre Maurício de Moura; Eduardo Mendes Ramos.


